

projetos
aquilombamentos
"O quilombo passou a ser sinônimo de povo negro, sinônimo de comportamento donegro e esperança para uma melhor sociedade. Passou a ser sede interior e exterior de todas as formas de resistência cultural. Tudo, de atitude à associação, seria quilombo, desde que buscasse maior valorização da herança negra"
Beatriz Nascimento, Jornal IDE. No. 12. SBP, São Paulo. Dezembro, 1986, p. 8.
o que fazemos
Operamos em diversas frentes, transmitindo fundamentos tradicionais de Matriz Africana em diálogo com as diferentes formas de (re)construção e (re)significação das referências afrobrasileiras na comunidade, o que materializa o nosso pertencimento identitário. Propomos atividades abertas ao público interagindo com múltiplas linguagens, formas e expressões, entre elas:
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Religiosidade do Candomblé Jeje-Nagô
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Saberes ancestrais: oficinas de gastronomia, ervas medicinais e remédios caseiros.
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Valorização identitária: oficinas costura de roupas religiosas e étnicas, oficinas estéticas (trança e maquiagem), oficinas de sexualidade e palestra de auto reconhecimento.
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Afrocentrismo cultural: oficinas culturais de capoeira, percussão, construção de instrumentos, dança afro.
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Aquilombamentos: formações, encontros, reuniões do movimento negro regional, residências, palestras, seminários, visitas e ações educativas.
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Manejo consciente do Território: plantio de alimentos agroecológicos e orgânicos, sistemas agroflorestais e bioconstrução. A foto abaixo mostra o multirão para construir nossa casa de adobe, que agora precisa se finalizada com o teto antes que a chuva danifique ainda mais sua estrutura.


2018
2º Encontro dos Estudantes Negros e Negras da UEE-SP
Realizado no Sítio Quilombo Anastácia, em Araras (SP), o encontro reuniu estudantes e coletivos negros universitários para debater os desafios e perspectivas diante do cenário de retrocessos nos direitos sociais, econômicos e educacionais no Brasil. A programação contou com rodas de conversa sobre o papel da população negra no projeto nacional, estratégias para ampliar o acesso e permanência de estudantes negros na universidade, além de oficinas e um festival cultural.

2022
Gastronomia ancestral
Na diáspora Africana, a memória ancestral se renova a cada gesto: o alimento sagrado, preparado pelas mãos de mulheres negras do Candomblé, torna-se caminho de sustento, renda e resistência. No Quilombo Anastácia, essa prática é parte do cotidiano e se transforma em partilha com toda sociedade local, unindo cultura e tradição.

2022
wORKSHOPs DE TRANÇAS
A valorização do saber ancestral se expressa em práticas intergeracionais que envolvem quatro gerações da comunidade, unindo saberes e fazeres em uma iniciativa que ainda hoje gera trabalho, renda e promove o debate sobre a beleza da mulher negra, dialogando com o legado do movimento “Negro é lindo”. As tranças, nesse contexto, tornam-se símbolo de resistência, identidade e liberdade, atravessando questões de raça e dando visibilidade às múltiplas expressões LTQ. Duas oficinas materializaram essa proposta: uma no Ilê Axé de Yansã e outra no CEU Zona Leste de Araras, alcançando também a comunidade do entorno.

2022
R-Existência e Cura na Comunidade Rural Brasileira
EWE e a Saúde Preventiva
Workshop conduzido pela matriarca Doné Oyassy, que compartilhou saberes ancestrais sobre plantas e ervas medicinais, com foco na prevenção e no cuidado coletivo. Realizado pela comunidade Yê Axé de Yansã em parceria com a Universidade de Edimburgo, o encontro celebrou a conexão entre saúde, natureza e ancestralidade.
Ewe é cura que vem da Terra, sabedoria que corre nas veias da ancestralidade. É na comunhão com a Natureza que encontramos força, equilíbrio e cuidado. A saúde que nos sustenta começa no chão, no saber que floresce entre mãos e folhas.

2022
II encontro lgbtqia+
Um encontro de corpos, vozes e memórias que reafirmam a existência como resistência. Celebrar, partilhar e viver com dignidade é, também, um ato político. Porque toda vida importa — e merece ser vivida com verdade e afeto.
